REVIEW

Hollow Knight: Silksong — a espera valeu a pena?

Publicado em games · 8 min de leitura

Poucos jogos carregaram tanta expectativa quanto Silksong. Depois do primeiro Hollow Knight se tornar referência em metroidvania, qualquer sequência entraria com a régua lá em cima — e é justo dizer que a Team Cherry não jogou fácil consigo mesma.

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Combate: mais rápido, mais punitivo

A protagonista Hornet troca o ferrão pesado do Cavaleiro por golpes mais ágeis, com maior alcance horizontal e uma esquiva que recompensa quem estuda o padrão dos inimigos. O ritmo geral do combate é mais veloz, e isso muda a forma como você aborda até inimigos comuns — não dá pra simplesmente atropelar como em certos trechos do primeiro jogo.

Exploração e level design

O mapa de Pharloom é mais vertical do que Hallownest, com áreas que se conectam por rotas alternativas e atalhos que só fazem sentido depois de horas de progresso. Isso incentiva revisitar regiões antigas com novas habilidades, um dos pontos altos do gênero quando bem executado — e aqui está bem executado.

O que incomoda

A dificuldade em alguns chefes de meio de jogo tem picos abruptos, o que pode frustrar quem vem de uma experiência mais gradual. Também há trechos de backtracking que, mesmo com atalhos, ainda pesam no ritmo geral da campanha.

Vale a pena?

Sim. Silksong entrega uma evolução real sobre o original em quase todos os aspectos técnicos, mesmo com uma curva de dificuldade que vai exigir paciência. Para quem gostou do primeiro jogo, é continuação obrigatória.

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